O Deus que sofre

Leitura do Advento para o dia 12 de dezembro.

Christianity Today December 12, 2021

Terceira semana: Sacrifício e Salvação


Deus falou por meio dos profetas do Antigo Testamento, usando palavras e imagens poéticas para descrever a esperança da salvação. Nesta semana veremos algumas profecias que apontam para o Messias — o servo, a luz, o prometido por quem o povo de Deus tanto esperava.

Leia Isaías 52.13—53.12

Durante o Advento, é fácil adotar uma postura sentimental em relação à encarnação. Imaginamos o Deus-homem como um bebê com sua mãe; antevemos seu ministério como “Maravilhoso Conselheiro” e “Príncipe da Paz” (Is 9.6). Esses são aspectos verdadeiros da identidade e da humanidade de Jesus, e certamente são temas bíblicos apropriados para esta época do ano. Mas as palavras proféticas de Isaías neste último de seus Cânticos do Servo — que descrevem a vinda de um servo do Senhor que será encontrado fiel para liderar as nações — ampliam nossa compreensão da vida encarnada de Cristo: Jesus nasceu para sofrer e morrer.

O caminho de Jesus para a glória não foi simples. Em vez de ser aceito pelo mundo, ele foi desprezado e rejeitado (53.3). Em vez de ser exaltado como rei, ele foi torturado e assassinado (53.5, 9). Mas a sua não foi apenas uma tragédia humana — foi algo que misteriosamente fazia parte do plano divino (53.10). O sofrimento voluntário de Cristo revela sua disposição de ser não apenas nosso Sumo Sacerdote, mas também o cordeiro sacrificial.

Para ser notificado de novas traduções em Português, assine nossa newsletter e siga-nos no Facebook, Twitter, Telegram ou Instagram.

Esta realidade profunda é mais do que um mero conceito teológico. Jesus sofreu como ser humano dotado de um corpo físico, tendo participado dos aspectos mais dolorosos e sombrios da experiência humana. Ele sabe o que é ser brutalizado e humilhado (52.14), o que é ser oprimido e abandonado (53.8). Na encarnação, Jesus se identifica conosco mesmo em nossas piores formas de sofrimento. Para aqueles que sentem as festas de fim de ano como algo doloroso ou solitário, este aspecto da vida de Jesus pode ser estranhamente reconfortante. Nenhuma tragédia humana está além de sua compreensão ou de sua solidariedade.

Mas Isaías também deixa claro que a história de Jesus não termina em sofrimento e morte. Pelo contrário, sua aflição é o meio pelo qual ele alcança a vitória: “Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito” (53.11). Isso é mais do que uma justificação pessoal. Como servo justo de Deus, Jesus estabelece justiça e redenção para as nações da Terra. Em outras palavras, Jesus participa do nosso sofrimento para que possamos participar de sua ressurreição. Suas feridas redimem as nossas e se tornam a própria fonte de nossa cura (53.5).

Quando contemplamos a encarnação em toda a sua beleza, também podemos ser gratos por sua bravura. Jesus desceu do céu e foi ainda mais longe: foi até as profundezas da vergonha e do sofrimento humanos. Ele fez isso por nossa causa. E quando o encontramos em nosso próprio sofrimento, pecado e vergonha, podemos ter certeza de que ele não nos deixará lá — pois pelas suas feridas fomos curados.

Hannah King é um pastora e escritora da Igreja Anglicana na América do Norte. Ela atua como pastora associada na Village Church, em Greenville, Carolina do Sul.

Medite em Isaías 52.13—53.12.


O que mais chama a sua atenção? Como essa profecia poética aprofunda seu engajamento com o evangelho? Ore, refletindo sobre como essas descrições sombrias daquilo que o servo sofreria são cruciais em nossa observância do Advento.

Our Latest

O que realmente significa ‘ser homem’ e ‘ser mulher’? Estamos obcecados por gênero

Com uma linguagem incoerente, que nos é imposta por teóricos acadêmicos, pensamos e falamos sobre gênero sem cessar — e para prejuízo nosso.

Os ingressos VIP em eventos cristãos precisam mudar

Jazer Willis

Oferecer vantagens exclusivas pode ser uma estratégia de marketing bem-intencionada, mas encontros cristãos não deveriam reforçar desigualdades econômicas

Miroslav Volf e Christian Wiman em uma esplêndida conversa sobre fé e dúvida

Andrew Hendrixson

A profunda amizade entre o teólogo e o poeta, construída em torno do respeito mútuo e de sua disposição para enfrentar as questões mais difíceis da vida.

Public Theology Project

Nesta Páscoa, quem perder a esperança a encontrará

A verdadeira esperança é mais do que palavras de consolo, palpites ou previsões.

Cristãos, sejam tardios para postar e comentar

Thomas Anderson

Uma igreja que reage depressa a controvérsias está proclamando a cultura, e não a Palavra de Deus.

News

Chuck Norris: o ícone da masculinidade que reencontrou a fé

Cody Benjamin

O astro personificava o herói da eterna luta entre mocinhos e bandidos.

News

Cuba sofre com a falta de combustível, alimentos e energia. Cristãos oferecem ajuda e esperança.

Hernán Restrepo

O recente bloqueio de petróleo, imposto por Trump, agravou uma situação que já era desesperadora.

Calendário litúrgico: seguir ou não seguir, eis a questão.

Elizabeth Woodson

Que tal se celebrássemos outras datas, além da Páscoa e do Natal?

addApple PodcastsDown ArrowDown ArrowDown Arrowarrow_left_altLeft ArrowLeft ArrowRight ArrowRight ArrowRight Arrowarrow_up_altUp ArrowUp ArrowAvailable at Amazoncaret-downCloseCloseellipseEmailEmailExpandExpandExternalExternalFacebookfacebook-squarefolderGiftGiftGooglegoogleGoogle KeephamburgerInstagraminstagram-squareLinkLinklinkedin-squareListenListenListenChristianity TodayCT Creative Studio Logologo_orgMegaphoneMenuMenupausePinterestPlayPlayPocketPodcastprintremoveRSSRSSSaveSavesaveSearchSearchsearchSpotifyStitcherTelegramTable of ContentsTable of Contentstwitter-squareWhatsAppXYouTubeYouTube